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april 26, 2005
COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 15
Arquitectura organizacional
Arte de modelar o espaço organizacional para satisfazer necessidades e aspirações humanas
ARQUITECTURA ORGANIZACIONAL
CONCEITOS BÁSICOS E ELEMENTOS
Estrutura de uma organização
Resultado de um processo através do qual a autoridade é distribuída, as actividades são especificadas desde os níveis mais baixos até à administração e um sistema de comunicação é delineado, permitindo que as pessoas realizem as actividades e exerçam a autoridade que lhes compete para atingir os objectivos organizacionais.
Arquitectura organizacional
Arte de modelar o espaço organizacional para satisfazer necessidades e aspirações humanas
Elementos da estrutura organizacional
Departamentalização - processo de agrupar indivíduos em unidades para que possam ser administrados
Amplitude de controle - número máximo de subordinados que um chefe pode supervisionar eficientemente
Descentralização da autoridade - grau de centralização ou descentralização da autoridade nos vários níveis
Sistema de comunicação - canais pelos quais a comunicação ocorrerá
Grau de formalização - nível de formalização adoptado pela organização
FORMAÇÃO DA ESTRUTURA
I - Formas tradicionais de departamentalização1 - Funcional
2 - Geográfico
3 - Por processo
4 - Por clientes
5 - Por produtos
6 - Por período
7 - Pela amplitude de controle
ESTRUTURAS TRADICIONAISCaracterísticas
Alto nível de formalização
Unidade de comando
Especialização elevada
Comunicação vertical
Utilização de formas tradicionais de departamentalização
1 - FUNCIONAL
São agrupadas na mesma unidade pessoas que realizam actividades dentro de uma mesma área técnica
EXEMPLOS:
Departamento de Finanças
Departamento de Planeamento
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Necessidade de especialização na área técnica e pouca variedade de produtos
VANTAGENS
Especialização na área técnica
Eficiente utilização dos recursos em cada área técnica
2 - GEOGRÁFICA
São agrupadas na mesma unidade pessoas que realizam actividades relacionadas com uma mesma área geográfica
EXEMPLOS:
Sector de vendas para a capital
Regional Sul
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
* Elevada diferenciação entre as áreas geográficas, exigindo tratamento diferenciado
* Áreas geográficas distantes entre si e da matriz
* Actividades nas áreas em volumes suficientes para justificar a existência dos departamentos
* Pouca flutuação nas actividades das áreas
VANTAGENS
* A especialização na área geográfica permite lidar melhor com os problemas das áreas
* Elevada integração entre pessoas que lidam com a mesma área geográfica
3 - POR PROCESSO
São agrupadas na mesma unidade pessoas que realizam actividades relacionadas com uma fase de um processo produtivo
EXEMPLOS:
Departamento de fundição
Departamento de mecânica
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Alta diferenciação entre as fases do processo, necessidades de técnicas da mesma fase ficarem juntas para permitir ajuda mútua, troca de experiências e rigor técnico.
VANTAGENS
Especialização nas várias fases do processo
Elevada integração entre pessoas que trabalham numa determinada fase
4 - POR CLIENTES
São agrupadas na mesma unidade pessoas que estão relacionadas com o mesmo tipo de cliente
EXEMPLOS:
Departamento de vendas para clientes industriais
Departamento de vendas ao consumidor
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
*Elevada diferenciação entre clientes, exigindo conhecimento especializado
*Actividade com cada tipo de cliente em volume suficiente para justificar existência dos departamentos
VANTAGENS
Especialização no tratamento de cada tipo de cliente
Elevada integração entre pessoas que trabalham com o mesmo tipo de cliente
5 - POR PRODUTOS/SERVIÇOS
São agrupadas na mesma unidade pessoas que estão relacionadas com o mesmo produto ou tipo de produto
EXEMPLOS:
Departamento de carros de passeio
Departamento de assistência técnica
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Elevada diferenciação entre os produtos/serviços
Actividade com cada tipo de produto/serviço em volume suficiente para justificar existência dos departamentos
VANTAGENS
Especialização nos diversos produtos/serviços
Elevada integração entre pessoas que lidam com o mesmo produto/serviço
6 - POR PERÍODO
São agrupadas na mesma unidade pessoas que trabalham no mesmo período
EXEMPLOS:
Secção de destilação - período diurno
Secção de destilação - período nocturno
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Mesma actividade realizada por mais de um turno de trabalho
VANTAGENS
Neste caso não cabe discutir vantagens deste tipo de departamentalização, visto que não há alternativa
7 - PELA AMPLITUDE DE CONTROLE
São agrupadas na mesma unidade o número máximo de pessoas que o chefe pode supervisionar eficientemente. Os demais formarão outra unidade e assim sucessivamente
EXEMPLOS:
Unidade de corte I
Unidade de corte II
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Grande número de pessoas que realizam a mesma actividade. As unidades são constituídas considerando o limite do chefe para supervisionar
VANTAGENS
Neste caso não cabe discutir vantagens deste tipo de departamentalização, visto que não há alternativa
II - ESTRUTURAS INOVADORAS (ORGÂNICAS)
Características
Baixo Nível de formalização
Utilização de formas avançadas de departamentalização
Multiplicidade de comando
Diversificação elevada
Comunicação horizontal e diagonal
Formas avançadas de departamentalização
1 - Por centros de lucros
2 - Por projectos
3 - Matricial
4 - Estrutura celular
5 - Para novos empreendimentos
1 - POR CENTROS DE LUCROS
Divisão da empresa em “centros de lucro”, ou seja, em unidades com elevado grau de autonomia, cujos responsáveis agem como se fossem presidentes de empresas isoladas.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Grandes conglomerados, envolvidos em linhas de actividades de natureza diversificada
VANTAGENS
Permite alta especialização nas várias linhas de produtos
Eficaz quando há grande diversificação de produtos que exijam atenção especial, acarretando pouca perda de sinergia na separação por unidades
2 - POR PROJETOS
Agrupamento das pessoas de acordo com o projecto com o qual estão envolvidas em um determinado instante. O projecto funciona como um departamento temporário, chefiado pelo gestor do projecto e um especialista pode trabalhar em mais de um projecto simultaneamente.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Mudanças ambientais, favorecendo a transformação de uma nova necessidade em um projecto.
VANTAGENS
Muita flexibilidade e alta eficácia quanto a respostas a modificações no ambiente. Permite a redistribuição dos especialistas em outros projectos, reduzindo o impacto sobre a organização
3 - MATRICIAL
Combinação simultânea de dois ou mais tipos de departamentalização sobre o mesmo grupo de pessoas, geralmente combinando os tipos funcional e por projectos.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Depende do tipo de combinação, por exemplo, a especialização por função e alocação por projectos ou em departamentos específicos
VANTAGENS
Funcionamento da organização de acordo com as necessidades específicas em um determinado momento
4 - CELULAR
Tem como características a quase total ausência de estrutura, alta flexibilidade e alta informalidade.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Só é viável em organizações pequenas com clima humano favorável.
VANTAGENS
Facilidade de comunicação entre os vários níveis
Alta flexibilidade
5 - PARA NOVOS EMPREENDIMENTOS
Tem como característica a separação das actividades de inovação (desenvolvimento) das actividades de rotina, até que a nova fábrica/unidade esteja em operação, quando então é transferida para a área operacional.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA UTILIZACÃO
Desenvolvimento de empreendimentos que exijam alto grau de inovação
VANTAGENS
Alta especialização da equipe de desenvolvimento
Possibilidade de desenvolver novos produtos, serviços, técnicas e metodologias de trabalho sem afectar a operação normal da organização.
FORMAS E CARACTERÍSTICAS ARQUITECTÓNICAS DO FUTURO1 - EQUIPAS DE TRABALHO AUTÓNOMAS
2 - SISTEMAS DE TRABALHO DE ALTO DESEMPENHO
3 - ALIANÇAS E “JOINT VENTURES”
4 - “SPINOUTS”
5 - REDES
6 - ORGANIZAÇÕES AUTOPROJECTADAS
7 - LIMITES IMPRECISOS
8 - TRABALHO DE EQUIPA NA CÚPULA
BIBLIOGRAFIA
ADILETTA, Joseph G. Effect of Organizational Structure on Performance of Engineering Design Groups. Nova York: University College of Engineering, Ph.D., p. 24
GREINER, L.E. Patterns of Organizational Change. Harvard Business Review, maio/junho, 1967
VASCONCELOS, Eduardo e HEMSLEY, James R. Estrutura das Organizações. São Paulo: Editora Guazzelli, 1997, 3a. ed.NADLER, David A., GERSTEIN, Marc S., SHAW, Robert B. & Associados. Arquitetura Organizacional: A Chave para a Mudança Empresarial. Rio de Janeiro: Campus, 1993
Publicado por james stewart às april 26, 2005 11:34 EM