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april 26, 2005

ESTUDOS E ANÁLISE DE MERCADOS 2

NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA DE MERCADOS


PESQUISA

 Conceitos
 Acção ou efeito de Pesquisar
 Fazer uma investigação em busca da verdade

 Objetivo
 Descobrir respostas para perguntas


DIDÁCTICA APRENDIZAGEM
CIENTÍFICA PRODUÇÃO


“Realização concreta de uma investigação planeada, desenvolvida e formulada de acordo com as normas da metodologia consagrada pela CIÊNCIA”


INFORMAÇÃO


C i e n t í f i c a : todo conhecimento que resulta ou está relacionado com o resultado de uma pesquisa científica.

T e c n o l ó g i c a : todo conhecimento relacionado com o modo de fazer um produto ou prestar um serviço para o colocar no mercado

TIPOS DE PESQUISA


Pesquisa Bibliográfica: conjunto de conhecimentos humanos reunidos em obras.

 Ferraz Arantes: “a pesquisa bibliográfica é o acto de ler, seleccionar, construir ficheiros, organizar e arquivar tópicos de interesse para a pesquisa em pauta”.
 GIL:”através da pesquisa bibliográfica procura-se a solução de determinado problema a partir de material já elaborado”.
 fases: a.) determinação dos objetivos; b.) elaboração do plano de trabalho; c.) identificação das fontes; d.) localização das fontes e obtenção do material; e.) leitura do material; f.) tomada de apontamentos; g.) confecção de fichas; e, h.) redação do trabalho.


Pesquisa de Laboratório: é realizada, geralmente, em recinto fechado e com instrumentos próprios. Cria o contexto do objecto, ao mesmo tempo que provoca os fenómenos e os observa.

Pesquisa de Campo: é a que se realiza com o facto social situado em seu ambiente natural, ou seja, seu habitat, sem nenhuma alteração imposta pelo pesquisador. Este tipo de pesquisa é aplicado ao ser humano. Nunca poderá ser efectuada com animais irracionais, a exemplo de outros tipos de pesquisa.
 A pesquisa de campo é aplicada em investigações que procuram avaliar a eficácia de um conjunto de processos para auxiliar a sociedade.


A classificação da pesquisa com base nos seus objectivos


Pesquisas Exploratórias: têm como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema, tendo em vista torná-lo mais explícito ou construir hipóteses. Na maioria dos casos assume a forma de pesquisa bibliográfica ou de estudo de caso.

Pesquisas Descritivas: têm como objectivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenómeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. As pesquisas explicativas são, juntamente com as exploratórias, as que habitualmente são realizadas pelos pesquisadores sociais preocupados com a actuação prática. São as mais solicitadas por instituições educacionais, empresas comerciais, partidos políticos etc.

Pesquisas Explicativas: o seu objectivo principal é identificar factores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenómenos. Esta pesquisa é realizada para obter um conhecimento mais profundo da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. É o tipo mais complexo e delicado, onde os riscos de cometer erros são maiores.

Pesquisa Bibliográfica: desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente por livros e artigos científicos.

Pesquisa Documental: é semelhante à bibliográfica. Aqui os materiais ainda não receberam um tratamento científico. Valem-se de contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto.

Pesquisa Experimental: é o melhor exemplo de pesquisa científica. Consiste em determinar um objecto de estudo, seleccionar as variáveis que seriam capazes de o influenciar, definir formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objecto.


Pesquisa Ex-post-facto: uma “experiência ” é realizada após os factos.

Levantamento: caracteriza-se pela interrogação directa cujo comportamento se deseja conhecer.

Estudo de Caso: estudo de um ou poucos objectos de maneira profunda e exaustiva para o amplo e detalhado conhecimento. É recomendável na fase inicial de investigação de temas complexos, para a construção de hipóteses ou reformulação do problema.

Pesquisa-acção: é um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma acção ou com a resolução de um problema colectivo e no qual os pesquisadores e participantes estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.


Pesquisa Participante: é muito utilizada para minimizar a relação entre dirigentes e dirigidos e por essa razão é voltada para a investigação junto a grupos desfavorecidos.


1. Pesquisa para medir oportunidade de vendas/mercado:


a) PESQUISA DE PRODUTO

• pesquisa de linhas de produto;
• pesquisa de composto de produto;
• pesquisa de embalagem;
• pesquisa de aceitação e potencial de mercado para novos produtos.


b) PESQUISA DE MERCADO
• pesquisa de desenvolvimento de mercados potenciais;
• pesquisa de participação de mercado;
• pesquisa de características de mercado;
• pesquisa e perfil do consumidor.


2. Pesquisa para avaliar organização de vendas:

a) PESQUISA DE DISTRIBUIÇÃO

• estudo de canais de distribuição;
• estudo para identificar a eficiência do canal de distribuição.


b) PESQUISA DE COMUNICAÇÃO

- estudo sobre a efetividade (vendas) da
- publicidade;
• pesquisa de Copy (tema da campanha);
• estudo de prémios, brindes, cupons;
• pesquisa de media;
• pesquisa de recall;
• pesquisa de day after recall (impacto).

ESTUDO E ANÁLISE DE MERCADOS
HISTÓRICO DA PESQUISA

 1900 - Primeiros levantamentos de dados com utilização de questionários;
 1930 - Pesquisa de amostragem;
 1936 - Método Amostral Representativo (Galley) - critérios estatísticos;
 1940 - Especialistas de Pesquisa de mercado;
 1950/60 - Uso da psicologia na Pesquisa;
 1970 - Grande expansão da Pesquisa vinda dos grandes institutos multinacionais).
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO - novas tendências e enfoques


Características da CI:
a) natureza interdisciplinar

b) relação com as novas tecnologias da informação

c) participação na evolução da sociedade da informação

d) misto de ciência e técnica: pesquisa científica e métodos que desenvolve para solucionar problemas práticos da vida profissional.

Principais interfaces com os campos da:

- comunicação, linguística, biblioteconomia, antropologia, sociologia, política, informática, administração, ciências cognitivas,filosofia, etc

- CI apropria-se nos seus estudos de conceitos, categorias de análise e metodologias das disciplinas das ciências sociais e este uso tem enriquecido as abordagens do fenómeno informacional.

- Problema da polissemia do termo informação: conceito define muitas vezes processos e/ou fenómenos diferentes.

EX: a) informação como processo interno ao indivíduo;

b) documento e mensagem nele contida

CI: conceito e abrangência têm se modificado ao longo do tempo

- Década de 60: investigava as propriedades e o comportamento da informação, formas de obtenção, de tratamento, difusão e uso;

Estudos privilegiam a informação científica e tecnológica, e voltam-se para aspectos meramente quantitativos da produção de conhecimentos, tendo em vista o período da “explosão da informação”

paradigma da recuperação da informação
preocupação voltada para a eficiência e eficácia dos sistemas de informação(pragmatismo/utilitarismo)


- 70: manifestações e efeitos dos fenómenos da informação, do conhecimento e suas estruturas, assim como dos processos de uso e comunicação da informação; relação com as ciências cognitivas para compreender processos de busca da informação; *paradigma volta-se para os utilizadores e suas interacções (concentra-se no sujeito-utilizador e não no objecto-sistema)

A informação passa a ser tratada como uma dimensão da existência humana, e a base dos estudos de CI diz respeito aos processos de comunicação humana: “ O propósito da CI é facilitar a comunicação de informações entre seres humanos” (BELKIN e Robertson, 1976).

- 80: a administração é acrescentada como um elo básico da CI para fins de desenho e administração de sistemas automatizados; os estudos abrangem a comunicação do conhecimento e seus registros em âmbito social, institucional ou individual; também o uso e as necessidades de informação, com especial interesse pela tecnologia da informação.

- 90: intensifica-se a relação entre informação e conhecimento, surgindo estudos sobre gestão do conhecimento, inteligência social e organizacional.

Com a globalização económica, surge o novo *paradigma informacional - o foco transfere-se da instituição biblioteca privilegiando como objeto central de estudos a informação nos seus múltiplos aspectos


Nos séculos XX e XXI com as transformações decorrentes do capitalismo internacional, verifica-se o fortalecimento da dominação dos países ricos (EUA, Japão e países europeus) sobre os pobres. Alarga-se ainda mais o fosso informativo existente entre eles;

- Informação torna-se elemento que determina a riqueza entre os países e incremento do processo produtivo;

- No contexto da economia global são mais ricas as nações que investem mais recursos e produzem, processam, distribuem e usam mais informações.

NOVAS ABORDAGENS METODOLÓGICAS

As teorias da informação e da comunicação não foram capazes de fazer a equalização entre democracia e informação. As suas formulações de base matemática com o objectivo de medir a quantidade de informação transmitida, em modelo voltado unicamente para a racionalidade informacional, desconsidera não só a questão do sentido como a do poder, dos conflitos de interesses envolvidos na luta por informar, produzir, acumular e distribuir informação. Segundo BARBERO (1987), o ênfase nos aspectos quantitativos sem intervir ao nível da significação, visa dissolver a questão política e eliminar as contradicções da informação.


ASSIM:

- para pensar a comunicação/informação como espaço de transformação social, devemos enfrentar a transnacionalização a partir do âmbito cultural, dos modos de vida cultural dos países, considerando as diversidades culturais e a pluralidade de identidades culturais- o desiquilibrio informativo só é enfrentável a partir de uma nova concepção de informação

- não se trata de produzir mais informação ( não é problema quantitativo)

- é um problema de estruturas de produção de informação em que está implícita uma concepção de poder

- Mudanças de paradigmas exigem metodologias alternativas

- Portanto, transformar a problemática, deslocando o foco da teoria da informação (funcionalista, matemática) para um conceito de informação que se alimenta do conceito antropológico de cultura; a cultura media o que o utilizador recebe, percebe ou produz;

- apreender formas de comunicação de informação a partir de critérios onde o valor da informação seja muito mais ligado ao sentido e significação que tem para o utilizador ;

- recuperar a perspectiva histórica no interior dos estudos de comunicação da informação.


= METODOLOGIAS:
a) observação participante;

b) investigação-acção: inserida no processo das práticas de comunicação e informação socioculturais;

c) analisar nas práticas quotidianas os modos como se organiza o sentido comum, no espaço comum da comunicação/informação nos rituais da quotidianidade;

d) teorias do discurso: análise da produção de informação considerando o contexto e as condições de produção em que se realiza, assim como aspectos ideológicos;

e) análises de consumo/recepção de informações privilegiando as formas de produção de sentido para os receptores;

f) métodos cognitivos para estudar estruturas do conhecimento, interacção homem-máquina e estratégias de busca dos utilizadores; concentra-se no sentido da informação, seus aspectos semânticos e pragmáticos;


QUANTITATIVO X QUALITATIVO: o ideal é suplementar o quantitativo com o qualitativo


PARADIGMA TRADICIONAL X ALTERNATIVO
1. TRADICIONAL: informação objectiva e utilitária como processadores de informação; entrada/saída do SI
questões tipo QUANTO? O QUÊ?


2. ALTERNATIVO: informação é construída por seres humanos
questões tipo COMO?
ex: como as pessoas constroem sentidos;
- o que leva o utilizador a interagir com o SI?
-como o utilizador define as suas necessidades.


INFORMAÇÃO E SOCIEDADE- Informação e Sociedade constitui-se em sub-área de pesquisa do campo da Ciência da Informação voltada para a análise e compreensão das contradicções presentes em processos, estruturas, comunicação, acumulação, produção, controle, distribuição e consumo da informação na sociedade contemporânea.

- O ponto de vista social amplia o campo de estudos, tendo em vista que a produção e o consumo da informação pelos sujeitos só ocorrem no âmbito da sociedade e das relações socioculturais.

O que distingue a área de Informação e Sociedade são questões referentes ao “para onde olha” o pesquisador, ou seja, quais são os temas de interesse de investigação, assim como tenta responder ao “como os olha” , ou


seja, o modo particular de observar os processos informacionais, que considera a informação como produto cultural, gerado pelos sujeitos no lugar social específico que ocupam na sociedade de classes;

- Outra característica da I e S: ter em conta não apenas os aspectos quantitativos da produção da informação mas, também, aspectos do contexto, do acesso e uso e da construção de sentido pelos utilizadores.

Alguns princípios norteadores:

a) A informação interfere na forma de pensar das pessoas;

b) a informação está na vida quotidiana; todos os dias estamos em contacto com informações variadas;

c) a informação muda a relação do ser humano com o tempo e o espaço;

d) a informação é instituinte da cultura.
- O objeto da I e S é historicamente determinado; todos os fenómenos têm uma ligação e, assim, o objecto deve ser estudado na sua ligação com o mundo; o objecto vai-se construindo, não é definitivo


TEMÁTICAS DE PESQUISA

Informação e cidadania

- Memória, cultura e sociedade
- Informação de Arquivo
- Acervos culturais e preservação
- Educação e informação
- Prácticas culturais: leitura e leitores
- Informação, leitura e subjectividade
-Estudos de informação e teorias da linguagem
- Teorias da informação e comunicação
- Tecnologia e sociedade

CONSIDERAÇÕES FINAIS

- A IS é uma vertente de estudos interdisciplinares, que procura estudar o fenómeno informativo e seu interface com outras disciplinas: antropologia, sociologia, comunicação, psicologia, ciências cognitivas, etc;

- Visa contribuir para o avanço da sistematização de reflexões teóricas e conhecimentos sobre os aspectos sociais da informação;

- Tem o compromisso de entender os problemas que impedem uma verdadeira democratização da informação e dificultam o acesso da população a serviços públicos em igualdade de condições, incluindo os recursos de informática.


•Pesquisa Científica

- Definições

- Etapas


Paradigmas de Pesquisa

A - Qualitativa

B - Quantitativa

PESQUISA
• Curiosidade, criatividade, disciplina e especialmente paixão são algumas exigências para o desenvolvimento de um trabalho criterioso, baseando-se no confronto permanente entre o desejo e a realidade, entre o conhecimento e a ignorância (Goldenberg,1999).


METODOLOGIA
• Tem a função de mostrar como andar no “caminho das pedras” da pesquisa, auxiliar a reflectir e promover um novo olhar sobre o mundo: um olhar curioso, indagador e criativo.


PESQUISA CIENTÍFICA

• “Pesquisa Científica é a realização concreta de uma investigação planeada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência” (Ruiz: 1991, 48).

• “A Pesquisa é uma actividade voltada para a
solução de problemas, através do emprego de processos científicos” (Cervo e Bervian: 1983, 50).

• “Pesquisa Científica é o conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objectivo encontrar soluções para os problemas propostos, mediante o emprego de métodos científicos” (Andrade: 1995, 12).


PROJETO DE PESQUISA

» Um plano de acção - contém intenções que podem ou não ser concretizadas na prática


PROJETO DE PESQUISA

1 - Contextualização do Estudo
2 - Apresentação do Tema
3 - Formulação do Problema
4 - Hipóteses
5 - Objectivos
6 – Justificação
7 - Definição dos Termos
8 - Referencial Teórico
9 - Utilização e apreciação da Informação existente
10 – Metodologia :
- método de recolha externa da informação
- construção de um questionário
- selecção da amostra
- determinação do plano de análise dos dados e forma de apresentação dos dados
- cronograma da pesquisa
11 - Bibliografia utilizada
12 - Pensar e planear a acção - definição dos recursos

Problema de Pesquisa

• É uma “frase” em forma interrogativa ou uma questão sobre a relação de duas ou mais variáveis ou fenómenos a serem pesquisados.

• A formulação deve ser clara, compreensível e operacional

• O conceito de problema de pesquisa pode ser entendido como uma questão que desperta interesse e curiosidade e cujas informações parecem não ser suficientes para a solução.

• É preciso muita atenção e precisão na sua formulação.


FORMULAÇÃO DO PROBLEMAProblema: Aquilo que servirá de objecto de pesquisa.
Para se definir o Problema, descrevemos as hipóteses (favoráveis e desfavoráveis) em forma de texto, confrontando-as entre si e mostrando a necessidade de uma pesquisa.


Formulação do problema

- Formular o problema como pergunta
- Clareza e precisão
- Deve ser empírico
- Deve ser susceptível de solução
- Deve ser delimitado com uma dimensão viável
- Seguir do geral para o particular

1º - EXEMPLO DE DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

Uma empresa de géneros alimentícios pretende lançar no mercado, refeições semi-prontas congeladas e para verificar a aceitação, o primeiro prato seria frango desfiado. Porém, antes de qualquer investimento, a empresa resolveu fazer uma Pesquisa de Marketing para verificar a viabilidade do mesmo.


2º - Exemplo:

Tema: Turismo

• Qual a importância do turismo para o desenvolvimento da cidade de Évora ?

HIPÓTESES do exemplo: A saída para a crise económica do Concelho através do turismo.
 O problema social (desemprego, sub-emprego, etc.) pode ser resolvido através do desenvolvimento turístico .
 O potencial turístico está mal dimensionado porque falta investimento no sector.
 Há falta de apoio dos órgãos governamentais para uma política de desenvolvimento.
 O problema ambiental está intimamente ligado ao sector.

JUSTIFICAÇÃO
• relevância do tema proposto

• motivação: pessoal, profissional, social e teórica para a escolha do tema

• apontar contribuições de ordem prática ou ao estado da arte na área.

• oportunidade

• viabilidade

OBJECTIVOS
• alvo ou desígnio que se pretende atingir

• é um resultado a alcançar

• objectivo geral/final dá resposta ao problema

• os objectivos específicos operacionalizam o modo como se pretende atingir um objectivo geral

• os objectivos devem ser redigidos com o verbo no infinito

Determinam a forma de realização.
O que se pretende com o trabalho ?

Específicos
A quem se destina o trabalho ?


Primário: toda a pesquisa tem um objectivo primário, onde se verifica o que o estudo visa obter; qual o ponto básico do mesmo.

Secundários: são os demais objectivos que conjuntamente respondem ao primário. Costumam ser determinados em ordem decrescente de importância. As respostas das hipóteses serão encontradas nos objectivos.

Razões de ordem práctica ou teórica.

Por que fazer a pesquisa ? Se não fizer, o que acontece ?

Estado dos conhecimentos referentes ao tema

Contribuições que a pesquisa pode trazer

Relevância social do problema

Possibilidade de sugerir modificações

“Deve considerar os objectivos e os benefícios que os resultados da pesquisa poderão proporcionar”


REFERENCIAL TEÓRICO• Objectivo : apresentar os estudos sobre o Tema, já desenvolvidos por outros autores.

• Revisão de literatura existente (teorias e suas críticas e estudos já realizados)-Estado da arte.

• Oferece contextualização e consistência à investigação.

• Diálogo entre a teoria e o problema a ser investigado.


METODOLOGIA

• Tipo de Pesquisa ( Natureza:Qualitativa e/ou Quantitativa,...)

• Universo Amostral

• Sujeitos da Pesquisa

• Plano de Colheita de Dados

• Plano de Análise e Interpretação dos Dados

• Plano de Sistematização do Estudo

• Limitações do Estudo

Método de pesquisa

• A opção pelo método de pesquisa, quantitativo e/ou qualitativo, orienta-se pela formulação do problema de pesquisa, objectivos e hipóteses. Qualquer que seja a escolha, esta deve estar claramente definida e justificada no tópico referente à metodologia.


O método quantitativo, considerando a contribuição para a ampliação do conhecimento sobre (área escolhida), deve ser considerado como uma opção importante a ser adotada, constituindo-se numa base confiável para outros pesquisadores. Quando bem realizada a pesquisa quantitativa fornece um grau de generalidade útil ao pesquisador.

Abordagem qualitativa pode ser requerida em duas situações:


• Para uma pesquisa de levantamento preliminar-piloto, base para a elaboração de um questionário, ou ainda, como suporte necessário para explicar os porquês das relações identificadas na pesquisa quantitativa.

• Pode ser utilizado como único método, dependendo da natureza do problema de pesquisa. Assim sendo, a necessária utilização das técnicas neste campo qualitativo devem ser adoptadas, evitando a sua utilização pelo folclórico mito de ser mais fácil, por ser subjectiva.


Criação da pesquisa

• Refere-se à parte do trabalho em que o pesquisador “constrói o seu problema de pesquisa” onde:
– Identifica as razões de seu interesse,
– O problema, dentro deste contexto, deve ficar claro.

Hipóteses

• Entende-se como uma declaração que antecipa a relação entre duas ou mais variáveis. Neste sentido, problema, pesquisa e hipóteses estão intimamente ligados.

• A hipótese é uma resposta antecipada do pesquisador, que a deduziu da revisão bibliográfica.

• Nos estudos quantitativos pode ser colocada à prova para determinar a sua validade. A hipótese conduz a uma verificação empírica e torna-se importante para que a pesquisa apresente resultados úteis.

• A formulação de hipóteses deriva necessariamente do problema de pesquisa.

• É enunciada sob a forma de uma afirmação, ainda provisória, que o autor do trabalho está enunciando

• Hipótese é uma aposta que o pesquisador faz sobre os resultados prováveis de pesquisa

• A elaboração do problema de pesquisa e o enunciado de hipótese parecem próximos, mas a hipótese caracteriza-se por apresentar uma força explicativa provisória, que será verificada no trabalho de campo.

• Quando se tratar de estudos quantitativos, o pesquisador deve formular hipóteses estatísticas a serem comprovadas por meio de testes estatísticos.


• Nos estudos qualitativos, a explicação da hipótese, segundo a compreensão de alguns autores, não é obrigatória. Contudo, uma hipótese de pesquisa pode orientar e ajudar a estruturar o trabalho.


Variáveis
• A variável refere-se ao fenómeno a ser pesquisado. Pode denominar-se “variável” o campo de variação de cada tipo de dado a ser pesquisado.

Variável Independente é aquela que influencia, determina ou afecta uma variável.

Variável Dependente é aquela que será explicada, em função de ser influenciada, afectada pela variável independente.


Objetivos
• Constituem-se em declarações claras e explícitas da razão “pela qual se deseja estudar o fenómeno ou assunto”, ou seja, o que se pretende alcançar com a realização da pesquisa.

• Assim os objetivos devem ser iniciados com verbos que exprimam acção, ou seja, verificar, analisar, descobrir e determinar, entre outros.


Tipos de objetivos

• Os objectivos específicos de pesquisas podem ser incluídos em :
– Verificar a frequência com que algo ocorre ou está ligado a alguma coisa. Geralmente há uma hipótese inicial específica.

– Verificar uma hipótese de relação causal entre variáveis.

Referencial Teórico

• Envolve a montagem do quadro referencial teórico, de abordagem clássica ou actual, ligado directamente ao problema de pesquisa , visando definir, com mais clareza, os diversos aspectos a serem objecto de levantamento de campo.

• É a construção de uma base conceptual organizada e sistematizada do conhecimento disponível pertinente a ser pesquisado. Procuram-se teorias, abordagens e estudos que permitam compreender o fenómeno de múltiplas perspectivas. O papel do pesquisador é o de promover um diálogo entre diferentes autores.


Levantamento Bibliográfico• É também um trabalho de pesquisa diferenciando-se do levantamento de campo porque procura informações e dados disponíveis em publicações – livros , teses e artigos de origem nacional ou internacional, e na internet, realizados por outros pesquisadores.

Tipos de Pesquisas
A - Qualitativa:EXPLORATÓRIA: identifica e define problemas e variáveis relevantes e define hipóteses.

B - Quantitativa:

DESCRITIVA: descreve as características de determinada situação; permite a inferência de relações entre variáveis e a previsão de fenómenos.

EXPERIMENTAL OU CAUSAL: admite que os estudos descritivos são insuficientes para determinar a relação de causa e efeito; procura a resposta, a causa de um fenómeno.


A - Pesquisa Qualitativaé a Pesquisa Qualitativa que procura informações em profundidade, descobrindo motivos, através de roteiros.

COMO/ PORQUÊ


TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA

• Entrevista em profundidade

• Análise de conteúdo

• Estudos de casos

ESTUDOS DE CASOS SELECCIONADOS

• Método muito importante para estimular a compreensão e sugerir hipóteses e/ou questões para pesquisa.

• Pode ser utilizado para elevar a compreensão sobre o problema em estudo.

• Alvos possíveis:
– indivíduo.
– grupo de indivíduos.
– instituições
– partes de uma instituição.
– grupo de instituições.

• Critérios para a escolha de caso(s):
– casos que reflictam comportamentos ou desempenhos extremados.
– casos que reflictam mudanças, principalmente, abruptas.
– casos em que houve exposição a determinados factores ou condições.


USOS - PESQUISA QUALI X QUANTI
• Qualitativo antes do estudo quantitativo.

- estudo exploratório preliminar - proporciona uma detsreminada idéia sobre o mercado.

- estudo piloto de questionário quantitativo.

• Qualitativo simultaneamente com o estudo quantitativo.

- menos frequente: tem como objectivo aprofundar alguns aspectos que estão a ser quantificados.

• Qualitativo após um estudo quantitativo.

- ajuda a esclarecer pontos obscuros na
interpretação de resultados
NÃO IMPRESSO


Vários métodos da pesquisa exploratória


A) levantamento em fontes secundárias

• levantamentos bibliográficos
• levantamentos documentais
• levantamentos de estatísticas
• levantamentos de pesquisas efectuadas


B) levantamentos da experiência
• para esclarecer e aprofundar conhecimentos e experiências não formalmente escritas, ou seja:
• entrevistas individuais e em grupo, caracterizadas pela informalidade e pouca estruturação, até porque o pesquisador está a aumentar a sua base de conhecimento.


C) Estudo de casos

• A unidade de análise pode ser um indivíduo, um grupo de indivíduos, uma organização ou várias organizações, dependendo do fenómeno a ser investigado;
• podem ser usadas entrevistas estruturadas, não estruturadas, observação, exame de registros etc.

D) Observação empírica

• Processo que envolve a nossa capacidade natural de, no dia a dia, observar continuamente objectos, comportamentos e factos interessantes para o objecto de pesquisa. Essas observações de carácter quotidiano ou centradas no vivido, servirão de ponto de partida para interpretações teóricas diversas.


PESQUISA QUALITATIVA• A pesquisa qualitativa não procura enumerar e/ou medir os eventos estudados, nem utiliza instrumentos estatísticos na análise dos dados. Parte de questões ou focos de interesses amplos, que se vão definindo à medida que o estudo se desenvolve. Envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interactivos pelo contacto directo do pesquisador com a situação estudada, procurando compreender os fenómenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes na situação em estudo (Godoy, 1995a, p.58).

• Pesquisa qualitativa é um conceito “guarda-chuva” que envolve uma variedade de técnicas e procedimentos interpretativos, que procuram essencialmente descrever, descodificar e traduzir o sentido e não a frequência de eventos ou fenómenos do mundo social (Merriam, 1998).

• A pesquisa qualitativa apresenta características essenciais que são apontadas por diferentes estudiosos. Bogdan, Biklen e Merriam (1998) descrevem as seguintes características: a) tem o ambiente natural como fonte directa de dados; b) o pesquisador como instrumento fundamental de colheita de dados; c) é descritiva; d) o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida é a preocupação essencial do investigador; e) pesquisadores utilizam o enfoque

• indutivo na análise dos dados.

B - PESQUISA QUANTITATIVA


Quantitativo:
A Pesquisa Quantitativa, procura informações dentro de um percentual de pessoas. É uma pesquisa racional, com a utilização de questionários.

QUANTO

Descritivo,Estatístico ou Quantitativo:
Método de Colheita de dados


A) Observação

B) Entrevistas por inquérito:

- pessoal
- por telefone
- por correspondência
- por fax
- método interactivo
- Internet


• Os métodos quantitativos são mais indicados nas investigações da orientação filosófica positivista ou paradigma sociológico funcionalista, considerando que, num estudo quantitativo o pesquisador conduz o seu trabalho a partir de um plano estabelecido a priori , com hipóteses claramente especificadas e variáveis operacionalmente definidas.

• Preocupa-se com a medição objectiva e a quantificação dos resultados. Procura a precisão, evitando distorções na etapa de análise e interpretação dos dados, garantindo assim uma margem de segurança em relação às inferências obtidas (Godoy, 1995a, p.58).


QUANTO AOS FINS
• Exploratória
• Descritiva
• Explicativa
• Metodológica
• Aplicada
• Intervencionista


QUANTO AOS MEIOS
• Pesquisa Bibliográfica
• Pesquisa Documental
• Pesquisa de Campo
• Pesquisa Participante
• Estudo de Caso
• Pesquisa Acção
• Experimental
• Telematizada


UNIVERSO AMOSTRAL

• População: conjunto de elementos que possuem as características que serão objecto de estudo
• Amostra: é uma parte do universo, escolhida segundo algum critério de representatividade.


COLHEITA DE DADOS

• Entrevista

• Questionário

• Formulário

• Observação


ANÁLISE DOS DADOS

• Forma quantitativa: procedimentos estatísticos

• Forma qualitativa: codificação, categorização

• Ambas as formas


PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇÃO• Estrutura do Relatório de Pesquisa

• Monografia


LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Explicitar possíveis limitações subjacentes à pesquisa

CRONOGRAMA• Estrutura que representa a distribuição do conjunto de actividades planeadas e o tempo necessário


OBS: as datas começam a ser contadas a partir da aprovação do questionário


Considerações sobre a pesquisa qualitativa

• Colocá-la no seu contexto correcto (não a sobrevalorizar).

• Utilizá-la dentro do “espírito certo”. Os resultados devem gerar reflexão, em vez de serem interpretados literalmente.


• Em condições normais, nenhuma decisão importante deve ser tomada, baseando-se unicamente em resultados de pesquisa qualitativa.

• Número limitado de sujeitos

Pesquisa Quantitativa Descritiva
Pesquisa descritiva

• É a pesquisa que exige objectivos claramente definidos, a explicitação de procedimentos formais bem estruturados e, basicamente, voltados para a solução de problemas. O pesquisador deve ter muito claramente definido o que pretende com a pesquisa.


A pesquisa descritiva é utilizada com a seguinte finalidade:

• Descrever as características do grupo, perfil
• Estimar a proporção de elementos, numa população específica, que tenham determinadas características, opiniões, atitudes ou comportamentos.
• Descobrir e verificar a existência de relação entre variáveis.


Os tipos de pesquisa descritiva mais comuns são:

Levantamento de campo:
– Requer um plano de amostragem probabilística;
– Criação de sumários estatísticos como: média, moda, variância, etc.
– Permite a generalizações dos resultados.


Estudos de campo

• Menor preocupação com a criação de grandes amostras representativas da população;

• Estudo medianamente profundo;

• Utilizado quando o pesquisador estiver interessado em conhecer o inter-relacionamento entre variáveis.

• Observações importantes

• Todos os tópicos do trabalho devem estar inter-relacionados e integrados formando um corpo único. Nem sempre essa interacção existe no trabalho. Este é um erro relativamente comum e indefensável para o pesquisador. Significa que os objectivos podem não ser totalmente atingidos, as hipóteses não serem comprovadas, incoerências na análise e conclusões e, ainda, o instrumento de colheita de dados apresentar itens supérfluos ou questões essenciais não formuladas.

Formas de minimizar ao máximo estes problemas :

• A construção de um modelo conceptual a partir da revisão da literatura, para auxiliar o desenvolvimento da pesquisa;

• A construção de um modelo metodológico que permita um fio condutor entre o objectivo, hipóteses, testes estatísticos e questões do questionário, no caso da pesquisa qualitativa;

• A elaboração de um planeamento de pesquisa: definição de variáveis, amostra, hipóteses estatísticas, testes estatísticos, procedimentos de colheita, tabulação e análise de dados, no caso da pesquisa quantitativa.

Estudos descritivos

• A consideração fundamental é a exactidão. Daí a necessidade de processos de pesquisa que:

reduzam o viés

aumentem a fiabilidade dos dados e a precisão das medições.


Estudos formuladores ou exploratórios

• Procuram descobertas de idéias e intuições acerca do fenómeno e das suas características

• Têm como objectivos mais frequentes:

– formulação mais exacta de um problema para investigação
– criação de hipóteses
– aumentar o conhecimento sobre o fenómeno para um próximo estudo
– esclarecer conceitos
– estabelecer prioridades para futuras pesquisas
– informar sobre a possibilidade práctica de se efetuar a pesquisa
– recenciamento de problemas urgentes para pesquisadores

• Torna-se inevitável, pela juventude das ciências sociais cuja teoria é com frequência: excessivamente peral e excessivamente específica

• Orienta a pesquisa empírica
– daí a pesquisa exploratória ser necessária

• Tendência a subestimar EXPLORATÓRIO e a superestimar EXPERIMENTAL

• Mas a significação teórica e social do estudo experimental é resultado da exploração adequada das dimensões dos problemas

• não devem ser vistos só como uma entidade, mas como um passo inicial em um processo contínuo de pesquisa.

• ou seja:
• na maioria das vezes são apenas fases de uma mesma pesquisa

Atenção
• Na práctica esses diferentes tipos de estudo nem sempre são nitidamente separáveis.


Comparação entre Qualitativa e QuantitativaAbordagens de Pesquisas

• QUANTITATIVA

• Visa medir determinados elementos do universo quantitativamente, sem se ocupar dos seus elementos comportamentais.


• QUALITATIVA

• Procura qualificar o universo através de abordagens que envolvem a análise de atitude, comportamento, opinião, etc.

Publicado por james stewart às april 26, 2005 10:13 EM